quarta-feira, 16 de abril de 2008

Por Luciano Camejo

Inconstante, não é o que eu sou, mas é o que acontece, o que eu sou eu não sei ao certo, talvez eu seja vazio, eu sinto-me vazio, como se faltasse algo de mim, como se já tivesse nascido sem uma parte do meu ser, e não falo sobre relacionamentos, porque nem sei se é isso. Relacionamentos me ajudaram a passar o tempo, mas depois que passa (pelo menos foi assim até hoje) tu percebes que era uma espécie de ilusão, uma manifestação de esperança, do desejo de que acabe a angustia, e o otimismo que te acomete pela empolgação, pela adrenalina, e por todas as sensações de prazer que se manifestam apenas por ter algo novo e poder fugir um pouco dessa realidade, esse cotidiano impregnado em meu ser, essa rotina, tão estúpida e tola, que me aborrece, mais do que qualquer outra coisa, quando penso nas coisas que realmente deveriam ter valor na vida. Eu estou estagnado, mesmo estando inconstante minhas variações são previsíveis, e depois que tudo passa, quando tu olhas pra trás vê que apesar dos momentos divertidos, das alegrias que te acometeram, tudo não passa de uma mesmice, que no presente não é perceptível, mas melhor assim, ajuda a lograr o desespero e a ausência da parte que me falta. E a parte que me falta eu não sei o que é, se é alguém, se é um estado de espírito, ou se é apenas a manifestação de que nascemos descontentes e nosso descontentamento esta na inconstância de nossos desejos.

Acho que nunca saberei o que me falta realmente.

Agora, falta um ombro amigo...
Luciano Camejo


Massa né? Meu amigo que escreveu :P

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